PARQUE NATURAL MUNICIPAL DA FREGUESIA
O Bosque da Freguesia, situado na APA do bairro de mesmo nome, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, é uma área de 310 mil metros quadrados (31 hectares), criada pela Prefeitura municipal carioca no dia 18 de setembro de 1992 e uma das poucas reservas florestais ou áreas voltadas ao lazer oficialmente protegidas ou tombadas por Lei na imensa região da baixada de Jacarepaguá. Os sub-bairros de Gardênia Azul e Anil são vizinhos ao parque, o qual é delimitado pelo Rio Sangrador, área de fundos do RioShopping Jacarepaguá e as Estradas do Gabinal, Estrada do Caribú e Tenente Coronel Muniz Aragão (popular 'Estrada do Capão'). Seu principal acesso se dá por esta última.
É uma área à disposição do público das terças a domingos, das 6h às 17h. Cortado por 2,5 km de alamedas e trilhas ideais para tranqüilas caminhadas. É notória a presença de pequenos répteis e mamíferos nativos da mata atlântica como o caxinguelê.
Objetivos da UC: Preservar os exemplares raros, endêmicos, ameaçados de extinção ou insuficientemente conhecidos da fauna e da flora; preservar e recuperar a cobertura vegetal nativa existente; desenvolver o estudo e pesquisa da fauna e flora; desenvolver a educação ambiental; estimular as atividades de lazer quando compatíveis com os demais objetivos do Parque.
A mata que compõe parte do Bosque da Freguesia não é original, sendo basicamente secundária, em estágio inicial e médio de regeneração, pertencente às Formações Pioneiras (mata de alagados) e à Floresta Ombrófila Densa de Baixada, segundo a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, já desaparecidas da região. O Bosque da Freguesia, como o nome sugere, é uma formação predominantemente arbórea, quase que totalmente plantada no período correspondente ao final do século XIX e início do século XX, abrigando uma variedade de espécies frutíferas nativas e exóticas, que compunham o antigo pomar. O estrato arbóreo está em torno de 15m, com exemplares mais antigos com diâmetro à altura do peito - DAP, acima de 1m. Entre as espécies arbóreas freqüentes têm-se espécies exóticas como: a jaqueira (Artocarpus heterophyllus - Moraceae), a tamarineira (Tamarindus indica - Leguminosae), o jameloeiro (Syzygium jambolanum - Myrtaceae), a nespereira (Eriobotrya japonica - Rosaceae), a fruta-pão (Artocarpus altilis - Moraceae), a mangueira (Mangifera indica - Anacardiaceae), a amendoeira (Terminalia catappa - Combretaceae), o flamboyant (Delonix regia - Leguminosae) e uma grande palmeira-imperial (Rosytohea oleracea - Palmae), além de bambuzal (Merostachys sp - Graminae). A serrapilheira é pouca e não muito decomposta. As espécies nativas surgiram por crescimento espontâneo (transporte de sementes por vento ou animais) ou foram plantadas para compor o sombreamento e o pomar, destacando-se: a jabuticabeira (Myrciaria caulifloria - Myrtaceae), o abieiro (Pouteria torta - Sapotaceae), o abieiro-roxo (Chrysophillum caimito - Sapotaceae), a goiabeira (Psidium guayava - Myrtaceae), as embaúbas (Cecropia spp - Moraceae), o coqueiro-de-catarro (Acrocomia aculeata- Palmae), o coqueiro-baba-de-boi (Syagrus romanzoffiana - Palmae), a carrapeteira (Guarea guidonea - Meliaceae), a pata-de-vaca (Bauhinia forficata - Leguminosae) e a raríssima sapotiabeira (Bumelia obtusifolia - Sapotaceae), além de figueiras (Ficus spp - Moraceae). Ao longo do Rio Sangrador, que corta o bosque ao meio, encontram-se plantas brejosas e aquáticas, como: o aguapé (Eichornia crassipes - Pontederiaceae), de flores arroxeadas, a erva-de-bicho (Polygonum persicaria - Polygonaceae) e a hortelã-do-brejo (Heteranthera reniformis - Pontederiaceae). A pequena mata nativa é do tipo capoeira, em estágio médio de sucessão, com raros espécimes bem desenvolvidos, existindo pouca presença de cipós. As epífitas são mais comuns, embora de pequena diversidade, com destaque para as Bromeliáceas (Aechmea sp, Billbergia sp e Tillandsia spp). Cactáceas como os Rhipsalis spp são observadas nos galhos e troncos, especialmente das árvores mais antigas.
Além da paisagem, o Bosque oferece ao visitante diversas atividades.
- Caminhadas (2,5Km), atividades esportivas e de recreação, desenvolvidas no campo de futebol, na quadra polivalente e nos aparelhos de ginástica.
- O play oferece diversão garantida para a garotada e a área de convivência inclui mesas de jogos.
- Outro símbolo do Parque é a estátua “Alegoria às Artes”, esculpida em mármore de Carrara, no local desde 1995.
- O estacionamento é externo ao parque, situado ao longo da Av. Tenente Coronel Muniz de Aragão.